Pretende-se,neste blog, não só evidenciar a beleza que nos rodeia como, ainda,chamar a atenção para pormenores que, normalmente, passam despercebidos

terça-feira, 3 de julho de 2012

Tic Tac (Erva-Relógio)



A Erodium cicutarium, Erva-relógio, Foguetes, Agulha-moscada, Agulheira-moscada, Almiscareira, Bico-de-cegonha-moscado, Erva-alfinete, Erva-relógio, Bico-de-grou-moscado é uma planta herbácea, anual, da família das geraniaceae.
Distribui-se por grande parte da Europa, Norte de África, Macaronésia (Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde) e Sudoeste da Ásia.
A sua altura pode ir dos 4 até 60 cm e tem as folhas e o  caule peludos. Quando pisada, exala um cheiro de certo modo desagradável.
As folhas são compostas, com os folíolos articulados ao longo da nervura central.
As flores têm 5 pétalas, por vezes com uma mancha escura na base e estão agrupadas num cacho de 3 a 12 flores de cor rosa-púrpura ou lilás. As sépalas dispõem-se em roseta e terminam numa ponta aguçada. Dos 10 estames, 5 não têm antena.
A floração prolonga-se de Fevereiro até Julho ou Agosto.
O fruto tem estilete que se separa na frutificação. É exactamente este estranho fruto inicialmente de cor verde mas que  com o tempo vai tornar-se em castanho escuro, que as crianças usavam  separando as várias peças para as ver rodar lentamente como um ponteiro de relógio.
É diurética, antidiarreica, coletérica, anti-hemorrágica,  desintoxicante e anti-inflamatório. Estudos recentes revelaram que também tem propriedades antivirais e antibacterianas. 
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Montanha


terça-feira, 26 de junho de 2012

Poção do Amor (Violeta Africana)



Violeta africana, Viola odorata, planta da família das Violáceas, apresenta, para além da beleza,  um suave perfume e propriedades medicinais. As flores são de  cor roxo intenso, as folhas são ovais, lisas e apresentam uma haste longa. Originária da Europa, têm como habitat natural os bosques e as zonas sombreadas e húmidas.
A medicina homeopática (medicina não convencional que tem como principio o semelhante cura o semelhante) começou a aplicar os seus poderes curativos por volta de 1829. Nessa época, ela já mostrava sua eficiência, conhecida desde a Antiguidade, contra sinusites, tosse, dores de ouvido, rouquidão e reumatismo. Os povos antigos usavam a florzinha, sabiamente, em coroas contra as dores de cabeça.
É  expectorante, antiespasmódica, sudorífera, diurética e anti-inflamatória. As propriedades desta planta estendem-se pela cosmética, onde as suas flores são usadas como matéria-prima para perfumes, talcos, desodorizantes, sabonetes, sendo deliciosas na  fabricação de geleias, doces cristalizados e saladas. A raiz apresenta substâncias tóxicas que podem causar diarreias e vómitos.  
Na tradição de vários povos, credita-se a esta flor alguns poderes mágicos: dizem que a pessoa que colher a primeira violeta que se abrir na primavera, atrairá o verdadeiro amor; o seu perfume é considerado um óptimo afrodisíaco e, além disso, era usada como ingrediente na preparação de antigas "poções do amor".  Na Grécia antiga era o símbolo da fertilidade, os romanos plantavam-na com as cebolas e alhos, os celtas faziam infusões para revitalizar, os anglo-saxónicos utilizavam-na para afastar os maus espíritos. Era o perfume preferido de Maria Antonieta
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Montanha

quarta-feira, 13 de junho de 2012

O Símbolo da Reencarnação (A Fava)



A fava (Vicia faba) ou faveira  é uma planta herbácea, da família das leguminosas, não trepadeira, que produz vagens grandes, dentro das quais se formam as sementes. É um alimento de grande importância desde a Idade da Pedra. Os Gregos, Egípcios e Romanos bem como em muitos países do Médio Oriente já a apreciavam. A sua origem não está clara, no entanto, admite-se que seja da região do Cáspio e do Norte da África.
Quando o homem antigo descobriu as favas e as observou atentamente, achou que as pintas pretas das flores e as formas dos frutos (fazendo lembrar um embrião) tinham significados transcendentes e simbólicos. Passou então a tratá-las como símbolo de sofrimento, por estarem fechadas sobre si mesmas e como que encapsuladas. Os egípcios plantavam favas nos cemitérios, dizendo que as plantas nascidas das favas representavam a reencarnação dos mortos. Por isso não comiam favas e quando viam alguém com a morte por perto, diziam: “Está quase a ir para o campo das favas…”.
É uma planta perfeitamente adaptada a climas mediterrâneos, onde tem um papel preponderante na dieta, especialmente no início da Primavera. Alcança cerca de 1,20 m de altura e produz flores grandes, brancas ou róseas, às vezes arroxeadas, com mácula preta.
O grão da fava é muito saboroso e pode ser usado em sopas, molhos, cozidos, saldadas, cremes e purês.
A fava é rica em proteínas (
construtoras de tecidos no organismo) e carboidratos (que garantem energia para o funcionamento do corpo e do sistema nervoso). O seu alto teor de ferro, vitaminas tipo B e fibras (fazem o intestino funcionar bem) tornam este alimento muito nutritivo. É um alimento fonte de ferro, porém, por ser de origem vegetal, ele é pouco aproveitado pelo organismo. Deve ser, portanto, consumido com alimentos fontes de vitamina C, como suco de frutas cítricas que lhe dão um empurrãozinho para o ferro ser absorvido no intestino. 
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Montanha

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O Elixir da Vida (Erva-Cidreira)



A Erva-cidreira (conhecida popularmente por chá da frança, chá de tabuleiro, cidrilha, citronela, citronela menor, erva cidreira européia, erva luísa, cidreira verdadeira, limonete, melitéia, melissa, melissa romana, melissa verdadeira, salva do brasil) Melissa officinalis, nome científico, é uma planta perene, da família da menta e da hortelã (Lamiaceae), nativa da Europa meridional. As folhas são maiores e mais claras que as da hortelã, libertam um aroma a limão, ovadas a romboidais ou oblongas e com a margem crenada. As suas flores são pequenas, de cor branca ou rosada e o seu odor atrai as abelhas.
Considerada o “Elixir da Vida”, contém propriedades terapêuticas revitalizantes, calmantes, antidepressivas, antivômitos, cicatrizante, carminativa (reduz os gazes intestinais), analgésica, antialérgicas. Atua eficazmente na insônia, melancolia, nervosismo, fadigas, cólicas menstruais, enxaquecas, celulite e dor de dentes. É tônica, relaxante, limpa e cicatriza a pele. Combate mau hálito e revigora, quando usada em banhos. Repele os insectos quando as suas folhas são esmagadas e esfregadas na pele.
È usada como aromatizante em sorvetes , chás quentes e frios e em combinação com outras ervas como a hortelã. A Erva-cidreira também é utilizada na culinária em pratos de peixe, fruta e em doces.
O ideal para preparar  chá é utilizar as folhas verdes, pois, as folhas secas não apresentam o mesmo efeito.
A época ideal para se plantar a erva-cidreira é de Setembro a Dezembro. 
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Montanha

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Surpreendente Urtiga (Urtiga Maior)

 
Urtiga Dioica L., nome científico, urtiga maior, urtigão, queimadeira, nomes populares desta  planta perene, de meio a um metro de altura, com raízes rasteiras, hastes fortes, simples, erguidas e de coloração verde-esvaecida, com folhas grandes oval-lanceoladas, serrilhadas, dotadas de duas estipulas e revestidas de pelos urticantes, com flores masculinas e femininas. A urtiga vegeta espontaneamente em zonas temperadas na América, Ásia, África, Europa e Austrália. É considerada erva daninha por invadir facilmente os terrenos com solo de qualidade.
As folhas da Urtiga contêm teores elevados de clorofila, molécula vegetal de cor verde, cuja composição química é muito semelhante à da hemoglobina (transportador de oxigénio no nosso sangue) e ferro. Estes constituintes são responsáveis pelas suas propriedades desintoxicantes e anti-anémicas, uma vez que estimulam a produção de glóbulos vermelhos. São ainda ricas em outros sais minerais como o fósforo, magnésio, cálcio e silício, e vitaminas A, C e K.
As suas folhas possuem uma forte acção diurética, anti-inflamatória e remineralizante, actuando ainda ligeiramente na hipoglicemia. Ajuda o organismo a eliminar os líquidos em excesso, podendo ser útil como tratamento auxiliar em muitas doenças e no excesso de peso.
A Urtiga tem a capacidade de alcalinizar o sangue, facilitando a eliminação dos resíduos ácidos do metabolismo, sendo igualmente importante no tratamento de casos de artrite, reumatismo e gota.
Externamente é utilizada na queda do cabelo e caspa.
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segunda-feira, 23 de abril de 2012

A Árvore Sagrada (A Oliveira)


Originária da Ásia Menor, a oliveira, pode viver mais de 1000 anos, considerada sagrada por ser citada várias vezes na Bíblia, nomeadamente na passagem sobre a arca de Noé, de folhas perene, estreitas, de coloração verde escura por cima e  acinzentada por baixo, lanceoladas, coreáceas e de bordas inteiras, com inúmeras qualidades medicinais e óptimas aliadas para quem quer emagrecer, utilizadas em chá ou  em cápsulas. Ricas em potássio, magnésio, manganês, fósforo, selênio, cobre e zinco,  elementos responsáveis pelo alto poder antioxidante das folhas, que estimulam o metabolismo ajudando na eliminação das gorduras,  fortalecem o sistema imunológico e aumentam a energia do cérebro. Por essa razão, são excelentes auxiliares na prevenção de doenças como esclerose múltipla, Alzheimer e Parkinson. São ricas em vitaminas, fibras, sais minerais e ácidos graxos, incluindo o ômega 3,6 e 9, vitaminas A,E, B1, B2, B3 e B6. Como têm uma concentração quase nula de cafeína pode, o seu chá, ser consumido por hipertensos, cardiácos e portadores de gastrites. Minimizam a prisão de ventre e reduzem a pressão e o colesterol de pessoas que estão prestes a desenvolver hipertensão,têm propriedades antibacterianas, antinflamatórias e anti-diabéticas, ajudam a baixar o açúcar no sangue.
As  propriedades das suas folhas são imensas, algumas delas conhecidas há milhares de anos. Esta é sem dúvida a árvore da vida.
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terça-feira, 10 de abril de 2012

Pérola do Mediterrâneo (A Azeitona)

 
A oliveira, símbolo da cultura mediterrânea, da família das Oleáceas,  árvore de porte médio, dá um fruto, a azeitona, do qual se extrai o azeite,  utilizado na alimentação humana desde os tempos mais remotos.
A azeitona contém quantidades significativas de vitamina A,  vitaminas do complexo B e vitamina E. Quanto a minerais, o mais abundante é o cálcio, embora também contenha quantidades apreciáveis de potássio, ferro e fósforo.
As azeitonas estimulam os processos digestivos e abrem o apetite. Duas ou três azeitonas, antes de começar a refeição, constituem um aperitivo natural que aumenta a produção de sucos gástricos e facilita a digestão. No entanto, por causa da sua riqueza em fibra vegetal, devem ser bem mastigadas, para que não se tornem indigestas.
Tal como o azeite, facilitam o esvaziamento da vesícula biliar. São  úteis em caso de disquinesia biliar (vesícula preguiçosa) e de dispepsia biliar (má digestão devida a alterações no esvaziamento da vesícula). Em caso de colelitíase (pedras na vesícula) podem ser usadas, embora com prudência. Devido ao seu conteúdo em óleo e fibra vegetal, têm um suave mas eficaz efeito laxante. São um dos frutos mais ricos em fibra.
A oliveira é, toda ela, medicinal, desde a raiz até às suas folhas, passando pelo azeite, utilizado para uso externo e interno.
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Longa e Feliz Vitória (Camélia Japónica)

Camélia Japónica, família Teaceae, de folhas perene, com origem no leste da Ásia, China, Japão, Indochina, chegou à Europa pela mão dos jesuítas. Na Península Ibérica só foram conhecidas após o séc. XIX. O seu nome surgiu de um padre jesuíta, Camellus.
Pertence à mesma família o conhecido chá preto (Camelliathea).  É um arbusto cuja altura pode variar de 2 a 6m; possui folhagem densa, escura e brilhante, que é bastante decorativa. As flores são grandes, solitárias e sem perfume, de coloração branca, rosa ou vermelha, com ou sem  pintas e manchas. Existem variedades simples, semi-dobradas e dobradas. Entre as preferidas estão a C. japonica 'Albaplena', com flores brancas dobradas, e a C. japonica 'Pink perfection’, com flores dobradas cor-de-rosa. Florescem no Outono-Inverno.
O óleo das suas sementes é usado como condicionador de cabelo, hidratante de pele e no Japão utilizam-no para tingir o cabelo. Como tem propriedades antioxidantes é também utilizado para cozinhar.
É o símbolo da longevidade, o vínculo do amor, do casamento, riqueza, vitória e felicidade.
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Montanha

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Produtora de Energia (A Abelha)

Abelha, denominação comum de vários insectos, pertencentes à ordem Hymenoptera, da superfamília Apoidea, subgrupo Anthophila. O representante mais conhecido é a Apis mellifera, oriunda do Velho Mundo, criada em larga escala para a produção de mel, cera e própolis.
Os indivíduos adultos alimentam-se de néctar e são os mais importantes agentes de polinização.
Uma abelha visita dez flores por minuto em busca de pólen e de néctar. Faz, em média, quarenta voos diários, tocando em 40 mil flores. Com a língua, as abelhas recolhem o néctar do fundo de cada flor e guardam-no numa bolsa localizada na garganta. Depois voltam à colmeia e o néctar vai passando de abelha em abelha. Desse modo a água que ele contém se evapora, ele engrossa e se transforma em mel.
A abelha tem cinco olhos. São três pequenos no topo da cabeça e dois olhos compostos, maiores, na frente.
Uma abelha produz cinco gramas de mel por ano.
Uma colmeia abriga de 60 a 80 mil abelhas. Tem uma rainha, cerca de 400 zangões e milhares de operárias. Se nascem duas ou mais rainhas ao mesmo tempo, elas lutam até que uma morra. A abelha-rainha vive até 5 anos, enquanto as operárias vivem de 28 a 48 dias.
Só trabalham as abelhas fêmeas. Os machos podem entrar em qualquer colmeia ao contrário das fêmeas. A única missão dos machos é fecundar a rainha. A rainha voa o mais que pode e é fecundada pelo macho que conseguir ir até ela, esse voo chama-se voo nupcial. Depois de cumprirem essa missão, eles deixam de ser  aceites na colmeia. No fim do verão, ou quando existe pouco mel na colmeia, as operárias fecham a porta da colmeia e deixam os machos morrerem ao frio e à fome e trituram e expulsam os que ficarem.
O mel tem propriedades como: acção bactericida, anti-séptica, cicatrizante e também revigorante.
Além de açúcares (glicose e frutose), esse líquido viscoso, de cor marrom-amarelada, é composto por vitaminas do complexo B, C, D e E, minerais (cálcio, cobre, ferro, magnésio, fósforo e potássio, entre outros) e um teor considerável de antioxidantes (flavonóides e fenólicos).
O mel é um alimento altamente estável e energético. O sabor e a coloração variam mas, as propriedades terapêuticas estão presentes em qualquer tipo de mel puro.
Estudos mostram que ele é bom auxiliar no tratamento de doenças do coração, problemas pulmonares, de visão e até em tratamento de anemias.
Como contém alto teor de fibras solúveis, funciona como regulador intestinal e facilitador da digestão.
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Amento do Salgueiro (Salgueiro-Branco)

Salix alba, salgueiro-branco, é  nativo de zonas temperadas, como o centro e o sul da Europa, o norte da África, o oeste asiático e a América do Norte. Necessita estar em locais húmidos e não resiste às temperaturas extremas. É uma árvore caducifólia (perde as folhas no inverno), chega a atingir de 20 a 30 metros de altura. O nome deriva das folhas, que são mais claras que a maioria dos salgueiros, devido a uma cobertura muito fina acetinada, prateada na sua parte inferior, com  5 a 10 centímetros de comprimento e de um  centímetro e meio de largura. Os rebentos dessa espécie vão da cor cinzento-castanho ao verde-escuro. As flores são dióicas (os sexos estão separados em indivíduos diferentes), chamados de amentos (o da foto é masculino), em racemos (cachos), produzidos no início da primavera e polinizados por abelhas.
Hipócrates (pai da medicina),escreveu no século V a.C. sobre um pó amargo extraído da casca do salgueiro que poderia aliviar dores e reduzir a febre. Este remédio é também mencionado em textos do Antigo Egipto, Suméria e Assíria. Os índios nativos americanos usavam-na para combater a dor-de-cabeça, febre, dores musculares, reumatismo e calafrios.
O extrato ativo da casca, chamado salicina, devido ao nome em latim para o salgueiro-branco (Salix alba), foi isolado em sua forma cristalina em 1828 por Henri Leroux, um farmacêutico francês, e Raffaele Piria, um químico italiano, que, em seguida, conseguiu isolar o ácido em seu estado puro. A salicina, como a aspirina, é um derivado químico do ácido salicílico.
Com ele são  feitas as famosas varas para procurar os lençóis de água subterrâneos.
Na culinária, os rebentos (brotos) do salgueiro são comestíveis, além de serem uma boa fonte de vitamina C. Pode ser comido cru, mas geralmente é ingerido seco em forma de farinha. As folhas jovens do Salgueiro também são comestíveis e usadas como forragem para o gado.
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A Brisa Revitalizante (Água do Mar)

Praia das Catedrais, Ribadeo, Espanha
Rica em cálcio, ferro, magnésio, sódio, zinco e cobre, entre outros, são cerca de oitenta os elementos que possui, a água do mar é remineralizante, revitalizante, anti-infecciosa, anti-stress e analgésica. O sal é um esfoliante natural e favorece o rejuvenescimento celular. As algas, esponjas, pepinos do mar, moluscos, ouriços-do-mar, vermes marinhos, corais, ostras, bactérias marinhas, lesmas-do-mar, são alguns dos muitos organismos vivos com propriedades terapêuticas.
A brisa marinha combate a fadiga e ajuda na convalescença de algumas doenças, há excepções, a tuberculose, por exemplo.  
Na Antiguidade os poderes da água do mar eram bem conhecidos e usados. No Ocidente, só na época da Primeira Guerra Mundial é que os banhos de mar deixaram de estar reservados à aristocracia e a ser encarados como locais de cura, descanso e relaxamento. 
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Os Sistemas a Galope (Cavaloterapia)

A medicina tem descoberto que a interacção entre Homem/Animal traz benefícios para a saúde humana: diminui o stress, a pressão arterial e diminui os problemas cardíacos. A relação entre o homem e o cavalo não é excepção. A depressão, ansiedade, stress pós traumático, nervosismo, fobias e dificuldades de aprendizagem diminuem em grande parte com a Equoterapia ou Cavaloterapia.
A combinação de deslocamentos quando se monta o cavalo (movimento para frente e para trás, para a direita e esquerda, para cima e para baixo) estimula o sistema nervoso profundo, sistema esse que é responsável pelas nossas noções de equilíbrio, distância e lateralidade e  estimula, ainda, os sistemas respiratórios e cardiovasculares, contribuindo assim para uma melhor oxigenação do nosso organismo. Pode-se dizer que, o simples andar do animal coloca todo nosso corpo a trabalhar, incluindo músculos e articulações alheado ao contacto com a natureza que, por si só, nos proporciona momentos de relaxamento, bem-estar e uma incrível sensação de liberdade, aumentando a confiança e a auto estima.
(O Quick e o Boneco são os novos habitantes do nosso paraíso)
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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Pataniscas Douradas (A Abóbora)

A Abóbora, fruto da aboboreira, Cucurbita spp., planta hortícola, rasteira,  da família das cucurbitáceas, tal como a melancia, o melão, o chuchu (fruto existente nas Ilhas e muito abundante na Ilha da Madeira) e o pepino. Originária da América, era parte substancial da base da alimentação das civilizações Olmeca, que posteriormente foi absorvida pelas civilizações Asteca, Inca e Maia.
A abóbora é rica em vitamina A que também fornece vitaminas do complexo B, cálcio e fósforo, e possui poucas calorias, é de fácil digestão.
O suco extraído das flores é bom para o estômago (estomáquico), sendo também usado, externamente, para dor de ouvido.
As suas folhas e flores pisadas (amassadas, espremidas, socadas - até virar uma pasta) são usadas em fricções para tratar a erisipela, uma inflamação aguda da pele que provoca seu enrubescimento.
As suas sementes, fonte de ferro e fósforo e ricas em potássio, magnésio e zinco,  são vermífugas (contra vermes), mas de efeito lento. Usar as sementes trituradas em forma de suco contra a febre e inflamações das vias urinárias.
A polpa, cozida, actua como emoliente (que alivia as dores de uma superfície interna e irritada). 
A sua flor é utilizada para elaborar deliciosos pratos. Experimentem as "pataniscas com flor de abóbora". Bom apetite.
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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Pão dos Pobres (Batateira)

Batateira ou Semilha (Arquipélago da Madeira), (Solanum tuberosum), é um vegetal perene da família das solanáceas, conhecida na Europa no século XVI, trazida pelos Espanhóis das colónias da América do Sul de onde é originária, cultivada em todo o mundo pelos seus tubérculos comestíveis. Foi, primeiramente, o aspecto decorativo das suas flores que cativaram os Europeus sendo o seu tubérculo olhado desconfiadamente e utilizado, apenas, para alimentar o gado. No entanto, numa altura de fome, começaram a experimentá-lo na sua alimentação. Actualmente há mais de três mil variedades de batata.
Este alimento é muito versátil, verdadeiro “Pão dos Pobres”, rico em amido (fécula), vitaminas e sais minerais, com o potássio à cabeça (de 250 a 500 mg por cada 100 g). Tratando-se de uma solanácea vivaz todas as partes verdes da planta são tóxicas, sendo o fruto, (pequena baga arredondada) a parte mais venenosa.
A melhor maneira de consumir a batata é através da cozedura a vapor ou assada. Deve ser comida com casca, dado que é na pele e na periferia do tubérculo que se encontram os sais minerais e as vitaminas. Contudo, a fervura faz com que perca uma boa parte das vitaminas, pelo que há quem recomende ralá-la em cru, misturando-a, a seguir, nas sopas. Convém extirpar sempre as partes verdes e os “olhos”, ou seja, os pontos onde irão brotar os grelos, porque é aí que se concentra a solanina (alcalóide).
Na saúde ela tem várias utilidades. Cozida é dos melhores remédios para combater a acidez estomacal, dado que alcaliniza o organismo. Excelente, também, para ao ácido úrico e  todas as formas de artritismo. Comida crua evita o escorbuto, afasta os parasitas intestinais e cura as úlceras do estômago. A água da cozedura da batata é boa para as queimaduras da pele, gretas e furúnculos. Cataplasmas de batata crua, ou simplesmente cortada às rodelas, aliviam extraordinariamente as dores de cabeça e enxaquecas e diminuem os inchaços. Finalmente, o suco cru está indicado para gastrites, úlceras gástricas e duodenais, dispepsias, litíase biliar e prisão do ventre.
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Cândido Guarda-sol (Pinheiro-Manso)

O pinheiro-manso (Pinus pinea) é uma espécie de pinheiro originária do Velho Mundo, mais precisamente da região do Mediterrâneo. Desde a pré-história que esta árvore é aproveitada como fonte de alimento, devido aos pinhões (frutifica a partir dos 15 a 20 anos)  que produz, sendo uma espécie bastante disseminada.
Vive cerca de 250 anos e pode exceder os 78 metros de altura, embora normalmente seja de menor dimensão - entre 12 e 25 metros. Possui copa densa, ampla, arredondada, em forma de guarda-sol, com o tronco curto e largo, culminando numa copa bastante plana.
Folhas persistentes, acículares (em forma de agulhas),  contendo canais resiníferos marginais, agrupadas aos pares com 10 a 18 cm de comprimento e 1.5-2 mm de largura, ligeiramente torcidas, agudas, encurvadas em goteira, flexíveis, luzidias, de cor verde-acinzentadas. Persistem três a quatro anos.
Floração monóica (flores masculinas e femininas reunidas num mesmo pé): As flores masculinas  estão dispostas em inflorescências amarelas com forma de espiga na base dos raminhos do ano; As flores femininas, verdes, erguidas sobre curto pedúnculo, dispostas em inflorescências na extremidade do rebento anual. A floração ocorre de Março a Maio, enquanto que a maturação das pinhas dá-se três anos mais tarde.
O interesse económico dos extensos pinhais reside no aproveitamento do pinhão e da madeira. Protege os solos arenosos  fixando as dunas. É resistente à poluição urbana. 
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Montanha