Pretende-se,neste blog, não só evidenciar a beleza que nos rodeia como, ainda,chamar a atenção para pormenores que, normalmente, passam despercebidos

domingo, 14 de agosto de 2016

sábado, 2 de janeiro de 2016

Abraçar uma Árvore

Abraçar uma árvore traz inúmeros benefícios ao corpo e à mente além de ter efeito refrescante. O coala abraça-as nos dias  quentes, para se refrescar.
Passear nas florestas activa a circulação sanguínea, aumenta o número de células vermelhas do sangue, facilita a respiração, ajuda no sono e retarda o envelhecimento.
Abraçar árvores enche-nos de energia positiva, entre elas o limoeiro, o pinheiro, o carvalho, o castanheiro e o salgueiro.
Para os celtas o significado de algumas plantas e árvores era:
Bétula: um símbolo do renascimento, da purificação, do conhecimento e da pureza.
Amieiro: um símbolo de proteção espiritual e de poderes oraculares.
Salgueiro: recorda os aspectos lunares e femininos de vida e a inspiração poética.
Fraxinus: símbolo da iniciação e do renascimento.
Espinheiro Branco: símbolo da pureza, viagens interiores e intuição.
Carvalho: símbolo de poder, energia e sobrevivência.
Aveleira: propícia à meditação, incentiva a sabedoria interior, a intuição e o poder da adivinhação.
Macieira: ajuda na tomada de uma decisão importante.
Abrunheiro: útil em caso de ter que lidar com más influências externas.
Sabugueiro: símbolo da vida e da regeneração.
Sempre que tiver um dia difícil,  abrace uma árvore. 
Brown Eyes

domingo, 14 de junho de 2015

Plantas de Interior





Desde quando colocamos plantas dentro de casa?

Os Chineses, cerca de 3000 a.c. começaram a decorar os seus terraços com plantas que colocavam nos contentores.

 

No antigo Egipto, existem gravuras datadas do Império Médio (2050 a.C - 1652 a.C), onde se podem ver plantas de cultivo colocadas em vasos.
Os Jardins Suspensos de Babilónia seriam um monumental "vaso gigante". Consistiam em vários terraços construídos uns por cima dos outros, apoiados por enormes colunas e contendo cada um deles a quantidade de solo necessária para serem plantadas as árvores e espécies vegetais que lembravam à esposa preferida de Nabucodonosor a sua terra natal.
Embora este hábito de colocar as plantas em contentores seja pelos vistos muito antigo, trazer efectivamente as plantas para dentro de casa, é um hábito um pouco mais recente. Tem cerca de 2000 anos. Os primeiros relatos escritos que comprovam a existência de plantas em vasos, no interior de casas Egípcias, datam de 300 a.C. Também na cidade romana de Pompeia, destruída em 79 d.C pela erupção do vulcão Vesúvio, foram encontradas provas arqueológicas em como os seus habitantes cultivavam plantas no interior das suas residências, em vasos de terracota.
Nos Séc. XIX, as plantas de interior tornaram-se populares durante a época Vitoriana. Nessa altura ter plantas de interior tornou-se um passatempo comum. Foi nessa altura que surgiram também algumas das espécies que ainda hoje cultivamos dentro de casa, o feto-espada, a aspidistra e o jasmim. As primeiras plantas de interior modernas surgiram no fim dos anos 40, quando as casas começaram a ser mais robustas, isolando as plantas (quase todas de origem tropical) dos rigores do inverno. Nos anos 60 as plantas faziam já parte integrante do design de interiores e entre 1965 e 1975, começaram a surgir as primeiras plantas de escritório, fruto da maior atenção dispensada à qualidade dos locais de trabalho.
Brown Eyes

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Voa Voa Joaninha....

A Joaninha, da Família de Coccinellidae,  são um insecto muito admirado pela sua beleza, símbolo da sorte e da fartura. Possuem dois pares de asas, um par é fino e membranoso e encontra-se sobre o outro par de asas, chamadas  élitros, que são duras e resistentes. Os élitros na maioria das espécies de joaninhas possuem cores vibrantes, como o amarelo, laranja e vermelho, com pequenos pontos pretos. Porem, algumas apresentam uma coloração escura e uniforme. 
Estes insectos medem entre 0,3 mm e 10 milímetros de comprimento e possuem um par de antenas com função sensorial. As antenas são utilizadas na procura de alimentos, para se localizarem e na procura de parceiros. Mantêm as antenas limpas, esfregando-nas com o primeiro par de patas, e, desta forma, removem os resíduos existentes para que, estes, não diminuam a sua sensibilidade.
Comem pulgões e, por isso são frequentemente usadas no controlo biológico desta praga nas áreas agrícolas sendo muito importantes para a agricultura.
Brown Eyes
Montanha

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Aboborinhas Laxantes (Courgettes)


As courgettes ou aboborinhas, são membros da família Cucurbitaceae, oriundas dos Estados Unidos, sendo, todo o legume, incluindo a flor comestível. Rica em minerais e vitaminas, com poucas calorias, recomendada, portanto nas dietas para perder peso, desde que não seja frita. Efeito laxante e tem, ainda, propriedades emolientes (suavizantes da digestão).​
Brown Eyes
Montanha

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Ópio Romano (Alface)

A alface (Lactuca Sativa), utilizada na alimentação humana desde 500 A.C., originária da Índia,  utilizada pelos romanos para induzir ao sono depois das refeições, é uma planta de folhas verdes que cresce em todo o mundo. Normalmente é consumida crua, possui um sabor muito agradável e suave, em saladas. Ela contém poucas calorias e muitos nutrientes (é rica em vitaminas do complexo B: B1, B2, B9 e B3 principalmente, A, C, e E; também contém diversos aminoácidos e minerais).
Dentro dos seus grandes benefícios podemos falar do seu poder para aliviar a constipação, problemas digestivos e, também, é um excelente depurador,   sedativo, recomendada em casos de insónia, ataques nervosos, dores menstruais e regula os estados hormonais alterados. Diminui os níveis de açúcar no sangue, previne a aderência das gorduras nocivas nas paredes arteriais e diminui o colesterol.

Os talos em especial são usados para combater doenças no sistema respiratório, como asma, bronquite e bronco-espasmos.
Brown Eyes
Montanha

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Jóia da Natureza (Aloe Vera)

O Aloé Vera, existem mais de 300 espécies sendo o Aloé Vera Barbadensis Miller aquele que tem mais propriedades, (também chamado de Cacto dos Aflitos, Cura Cancros ou Planta dos Primeiros Socorros), tem uma parecença extraordinária com os cactos, foi, durante muito tempo, incluída na família das Liliáceas, mas, estudos recentes incluem-na na famílias das Asphodelácease. É uma planta vivaz, de folhas suculentas, longas e espessas, de cor verde claro. Atinge cerca de 60 centímetros de altura, espigão com flores amarelas ou laranja. Resistente às secas e sensível às geadas. Gosta de solos secos e bem drenados. 
É oriunda do deserto do Norte de África, crescendo porém actualmente em países quentes e secos do mundo inteiro. 
Há cerca de 3.500 anos, fazia parte do programa de cuidado diário da rainha Nefertite. Os antigos egípcios chamavam-lhe «Sangue dos Deuses» e «Planta da Imortalidade». Cleópatra, de lendária beleza,  banhava-se em leite de burra e Aloé Vera como fonte da eterna juventude. Alexandre o Grande era conhecedor das suas famosas propriedades, levando-o sempre consigo nas campanhas militares para o utilizar nos ferimentos de guerra como primeiro socorro. Estes, são alguns exemplos da sua fama na antiguidade. 
Podemos encontrar mais de 200 substâncias bioactivas no Aloé Vera (Traquinona (aloína e aloe-emodina), mucilagem, resinas, taninos, polisacáridos, aloectina-B, cálcio, fósforo, cobre, magnésio, ferro, potássio, zinco, vitaminas A, B1, B5, B6 e B12, C. Ácidos gordos (gamalinoleicos), prostanglandinos que ajudam a diminuir a inflamação e aumentam o poder cicatrizante das feridas). O Aloé Vera é uma verdadeira jóia da natureza – contem uma infinidade de princípios activos que fazem dele exclusivo. 
A sua fama lendária deve-se ao princípio activo do acemannan, uma forma de glicose de longa cadeia que existe em todas as células do nosso organismo e que as regenera rapidamente. O acemannan, que só é produzido pelo nosso corpo até à puberdade, desempenha no organismo o papel de um escudo de protecção: mobiliza anticorpos, macrófagos e células assassinas, fortalecendo o sistema imunitário contra parasitas, vírus e bactérias causadores de doenças. Favorece, ainda, o metabolismo e a constante regeneração celular, promovendo a expulsão de toxinas que beneficia o nosso corpo. 
Tendo o Aloé Vera imensas propriedades (laxante, antiinflamatória, antibiótica, antiviral, anticârcinogênica, cicatrizante, antipruriginosa, hidratante, tônica, estimulante, anti-helmíntica, emenagoga, emoliente) e sendo benéfico para vários problemas de saúde aconselho que seja consultado o livro, “ALOÉ VERA – CURAR, CUIDAR, ANTI-ENVELHECIMENTO”, disponível na internet, para uma noção mais abrangente da sua importância no nosso dia a dia . 
Alguns animais de estimação, nomeadamente os cavalos, não reagem bem ao cheiro que emana o seu gel, podendo tornarem-se agressivos. 

Uso Externo: 
Cortar uma folha na longitudinal, abrindo-a, e aplicar o gel transparente sobre a pele ou couro cabeludo, não utilizar a parte amarela da base da folha que é muito amarga e pode causar irritação da pele em pessoas mais sensíveis. O resto da folha que não se utilize pode ser guardado no frigorífico ou congelador durante vários meses. 
Uso Interno: 
O seu gel amargo em doses baixas estimulam a digestão e em doses altas são purgantes. Deve ser usado apenas por aconselhamento médico. Não é qualquer Aloé Vera que se pode ingerir, as empresas que o podem comercializar têm um selo de certificação, por isso, cuidado com o que ingerem.
Brown Eyes
Montanha

segunda-feira, 25 de março de 2013

Receptáculo de Saúde (O Morango)




O morango não é um fruto, é um receptáculo de frutos,  grãos minúsculos que revestem a superfície deste. Pertencem à família Rosaceae (a mesma das maças, rosas, pêras e cerejas).
O morango é rico em vitaminas A, B, C, fósforo, potássio, sódio, carboidratos, cálcio e ferro, estimulante do apetite, contra prisão de ventre, hemorróidas, é diurético (tem cerca de 90% de água), anti-reumático, alcalinizante, combate a febre, laxante, facilita a digestão, fortifica os nervos, depurativo do fígado, doenças dos rins, auxilia na circulação sanguínea.
As folhas, em chá, são indicadas  nas inflamações e catarros das vias respiratórias superiores e das digestivas. Por ser rico em minerais básicos, o morango aumenta a resistência do organismo, consequentemente aumenta a acção anti-cancerígena.
Antes de o consumir (para anular as toxinas ocasionadas pelo facto de ser uma planta rasteira) deve mergulha-lo em água com limão. 
Foram os romanos, ano 200 a.C., que o começaram a cultivar.
Brown Eyes
Montanha

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Bico-de-Papagaio (Estrela-do-Natal)

 
A poinsétia, também designada pelos nomes de bico-de-papagaio, flor-de-são-joão, rabo-de-arara, cardeal, flor-do-natal, ou estrela-do-natal, é uma planta  originária do México onde é espontânea. O seu nome científico,  Euphorbia pulcherrima, significa a mais bela.
O nome poinsétia (poinsettia, em inglês) deriva do nome de Joel Roberts Poinsett, que foi o primeiro embaixador dos Estados Unidos da América no México.
As flores, que na verdade são brácteas (folhas modificadas), podem ser de coloração vermelha, rosa, amarela ou branca, e variam quanto à forma e textura de acordo com o cultivar.
A planta era utilizada pelos Astecas para a produção de tintas, usadas na cosmética e tingimento de tecidos, além de usarem a sua seiva na produção de medicamentos contra a febre. Ainda hoje se utilizam aí as poinsétias de brácteas esbranquiçadas para a produção de cremes depilatórios, além do seu cultivo para a formação de sebes. Terá sido talvez a partir do século XVII que a planta começa a ter um significado natalício, quando frades franciscanos começam a utilizá-la numa procissão desta quadra, designada por “Festa de Santa Pesebre”. As brácteas vermelhas começaram a ser associadas simbolicamente, pela sua forma, à estrela de Belém.
É uma planta tóxica, a sua  leitosa seiva, constituída por um tipo de látex irritante, em contacto com a pele e mucosas provoca inflamações, dor e comichão, podendo causar também irritação nos olhos, lacrimejamento, inchaço das pálpebras e dificuldades na visão. A sua ingestão pode causar náuseas, vómitos e diarreia. 
Brown Eyes
Montanha  

domingo, 5 de agosto de 2012

BROWN, O Símbolo da Perfeição (Epagneul Breton)

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O Epagneul Breton, Brittany ou Spaniel Bretão é uma raça com uma origem discutível, uns dizem ser espanhola outros francesa mas,  há concordância em considerar esta raça a mais apreciada em todo o mundo.
O Epagneul Bretão é um caçador por excelência, com aptidão especial para a narceja, perdiz, codorniz, galinhola e lebre.  É incansável na caça, o único spaniel que aponta caça, resistente ao frio e à humidade.
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Companheiro leal, obediente, equilibrado, simpático, rústico, grande franqueza e doçura, ardente na caça, sociável,  inteligente, adestrável, facilmente adaptável a diferentes circunstâncias, educado, asseado, elegante, possuidor de uma grande alegria de viver, desportista, activo, expansivo e brincalhão,  o companheiro ideal para um caçador e para a sua família. Tímido e reservado quando se encontra num meio violento,  bastando ouvir um grito, nem que não seja dirigido a ele,  para se ausentar silenciosamente.Tem uma capacidade de comunicação enorme, não necessita de ter voz para que se faça entender, percebendo tudo o que lhe é pedido.
Apesar de ser um cão muito activo é muito utilizado como cão de companhia, adapta-se facilmente a um apartamento. Tem uma enorme adoração pelo dono. Troca facilmente um passeio pelo campo, que muito aprecia, para estar deitado ao lado do dono.   
Tem pêlo exterior e pêlo interior. No corpo, o pêlo exterior tem um comprimento médio, liso ou ligeiramente ondulado, mas nunca encaracolado, e é facilmente distinguível do pêlo interior que é curto, suave e denso. A quantidade deste está directamente relacionada com a época do ano em que se está. Estes dois tipos de pêlo, servem de excelente protector contra a chuva, contra as temperaturas quer muito altas quer muito baixas. O pêlo é  cintilante transparecendo boa saúde. Pode ser branco e laranja, branco e castanho, branco e preto. Tricolor: branco, laranja e preto, ou branco, laranja e castanho.

Hoje faz três anos o talismã deste blog, o Brown, como ele é excepcional, o cão mais inteligente, meigo, doce, elegante e educado que conheci merece esta  pequenina homenagem, para um cão grandíssimo. 
Brown Eyes
Montanha

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Rosa Chinesa (A Malva)



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 A Malva, malva cheirosa, gerâneo aromático, malva grande, malva das boticas, malva silvestre, malva de casa, malva rosa, rosa chinesa (nomes populares), Lavatera Cretica (nome científico), da família Malvaceae, é oriunda da América, Àfrica e Europa. As suas folhas são alternadas, lobadas e palmadas. As flores medem de meio a 5 cm, com cinco pétalas rosa ou brancas. Podemos encontra-las em jardins ou no campo. É utilizada desde o séc. VIII como hortaliça e desde  o séc. XVIII, pelos gregos, para fins culinários e medicinais.  Na época renascentista, em Itália, era utilizada pelas freiras para curar todos os males, inclusive para diminuir o desejo sexual.
É utilizada para tratar problemas do foro digestivo, inflamação e irritação, úlceras gástricas e do duodeno, gastrite, colite, catarro, faringite, laringite, bronquites, tosse, com forte acção expectorante e emoliente. É  útil no tratamento de infecções urinárias e ginecológicas em forma de lavagens. Em cataplasmas utiliza-se para extrair furúnculos, abcessos, estilhaços ou outras impurezas e inflamações da pele. Em clisteres para limpar os intestinos. Quando tomada em forma de tissana tem uma acção suavemente laxativa. É muito utilizada no fabrico de xaropes e rebuçados contra a tosse . Sempre que seja necessário um efeito calmante do aparelho digestivo, urinário ou respiratório  são sempre um bom remédio de acção suavizante. Em forma de gargarejos é muito útil para tratar inflamações da boca e gengivas. Uma tissana de malvas compensa os efeitos de desidratação.
As suas folhas  podem ser utilizadas e cozinhadas como o espinafre, as acelgas ou as couves, em sopas e saladas, muito nutritivas para mulheres em fase de amamentação pois estimulam a produção do leite, alimentam e podem ainda ser usadas em compressas para tratar mamilos gretados. O chá das suas folhas é agradável e refrescante tal como o chá das suas flores, que se pode preparar na época da floração, Primavera e Verão,  e constituem um agradável refresco.  As flores, comestíveis, podem ainda ser utilizadas na decoração de vários pratos.  As raízes cozidas e depois fritas com alho ou cebola são um bom acompanhamento para o arroz, carne ou peixe. As sementes possuem um delicado sabor a nozes.
Na cosmética utiliza-se para extrair borbulhas e como creme anti-rugas,  juntando-se a raiz  a qualquer creme para a pele, neutro, mistura-se bem e aplica-se.
As malvas são extremamente ricas em mucilagem especialmente na raiz, o que lhe confere grande parte dos seus méritos terapêuticos, contém ainda antocianinas, óleos essenciais, alguns taninos, flavonóides e glicósidos. É uma planta muito rica em vitaminas A,B,C e E.
Brown Eyes
Montanha

terça-feira, 3 de julho de 2012

Tic Tac (Erva-Relógio)


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A Erodium cicutarium, Erva-relógio, Foguetes, Agulha-moscada, Agulheira-moscada, Almiscareira, Bico-de-cegonha-moscado, Erva-alfinete, Erva-relógio, Bico-de-grou-moscado é uma planta herbácea, anual, da família das geraniaceae.
Distribui-se por grande parte da Europa, Norte de África, Macaronésia (Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde) e Sudoeste da Ásia.
A sua altura pode ir dos 4 até 60 cm e tem as folhas e o  caule peludos. Quando pisada, exala um cheiro de certo modo desagradável.
As folhas são compostas, com os folíolos articulados ao longo da nervura central.
As flores têm 5 pétalas, por vezes com uma mancha escura na base e estão agrupadas num cacho de 3 a 12 flores de cor rosa-púrpura ou lilás. As sépalas dispõem-se em roseta e terminam numa ponta aguçada. Dos 10 estames, 5 não têm antena.
A floração prolonga-se de Fevereiro até Julho ou Agosto.
O fruto tem estilete que se separa na frutificação. É exactamente este estranho fruto inicialmente de cor verde mas que  com o tempo vai tornar-se em castanho escuro, que as crianças usavam  separando as várias peças para as ver rodar lentamente como um ponteiro de relógio.
É diurética, antidiarreica, coletérica, anti-hemorrágica,  desintoxicante e anti-inflamatório. Estudos recentes revelaram que também tem propriedades antivirais e antibacterianas. 
Brown Eyes
Montanha


terça-feira, 26 de junho de 2012

Poção do Amor (Violeta Africana)



Violeta africana, Viola odorata, planta da família das Violáceas, apresenta, para além da beleza,  um suave perfume e propriedades medicinais. As flores são de  cor roxo intenso, as folhas são ovais, lisas e apresentam uma haste longa. Originária da Europa, têm como habitat natural os bosques e as zonas sombreadas e húmidas.
A medicina homeopática (medicina não convencional que tem como principio o semelhante cura o semelhante) começou a aplicar os seus poderes curativos por volta de 1829. Nessa época, ela já mostrava sua eficiência, conhecida desde a Antiguidade, contra sinusites, tosse, dores de ouvido, rouquidão e reumatismo. Os povos antigos usavam a florzinha, sabiamente, em coroas contra as dores de cabeça.
É  expectorante, antiespasmódica, sudorífera, diurética e anti-inflamatória. As propriedades desta planta estendem-se pela cosmética, onde as suas flores são usadas como matéria-prima para perfumes, talcos, desodorizantes, sabonetes, sendo deliciosas na  fabricação de geleias, doces cristalizados e saladas. A raiz apresenta substâncias tóxicas que podem causar diarreias e vómitos.  
Na tradição de vários povos, credita-se a esta flor alguns poderes mágicos: dizem que a pessoa que colher a primeira violeta que se abrir na primavera, atrairá o verdadeiro amor; o seu perfume é considerado um óptimo afrodisíaco e, além disso, era usada como ingrediente na preparação de antigas "poções do amor".  Na Grécia antiga era o símbolo da fertilidade, os romanos plantavam-na com as cebolas e alhos, os celtas faziam infusões para revitalizar, os anglo-saxónicos utilizavam-na para afastar os maus espíritos. Era o perfume preferido de Maria Antonieta
Brown Eyes
Montanha

quarta-feira, 13 de junho de 2012

O Símbolo da Reencarnação (A Fava)



fava (Vicia faba) ou faveira  é uma planta herbácea, da família das leguminosas, não trepadeira, que produz vagens grandes, dentro das quais se formam as sementes. É um alimento de grande importância desde a Idade da Pedra. Os Gregos, Egípcios e Romanos bem como em muitos países do Médio Oriente já a apreciavam. A sua origem não está clara, no entanto, admite-se que seja da região do Cáspio e do Norte da África.
Quando o homem antigo descobriu as favas e as observou atentamente, achou que as pintas pretas das flores e as formas dos frutos (fazendo lembrar um embrião) tinham significados transcendentes e simbólicos. Passou então a tratá-las como símbolo de sofrimento, por estarem fechadas sobre si mesmas e como que encapsuladas. Os egípcios plantavam favas nos cemitérios, dizendo que as plantas nascidas das favas representavam a reencarnação dos mortos. Por isso não comiam favas e quando viam alguém com a morte por perto, diziam: “Está quase a ir para o campo das favas…”.
É uma planta perfeitamente adaptada a climas mediterrâneos, onde tem um papel preponderante na dieta, especialmente no início da Primavera. Alcança cerca de 1,20 m de altura e produz flores grandes, brancas ou róseas, às vezes arroxeadas, com mácula preta.
O grão da fava é muito saboroso e pode ser usado em sopas, molhos, cozidos, saldadas, cremes e purês.
A fava é rica em proteínas (
construtoras de tecidos no organismo) e carboidratos (que garantem energia para o funcionamento do corpo e do sistema nervoso). O seu alto teor de ferro, vitaminas tipo B e fibras (fazem o intestino funcionar bem) tornam este alimento muito nutritivo. É um alimento fonte de ferro, porém, por ser de origem vegetal, ele é pouco aproveitado pelo organismo. Deve ser, portanto, consumido com alimentos fontes de vitamina C, como suco de frutas cítricas que lhe dão um empurrãozinho para o ferro ser absorvido no intestino. 
Brown Eyes
Montanha

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O Elixir da Vida (Erva-Cidreira)



A Erva-cidreira (conhecida popularmente por chá da frança, chá de tabuleiro, cidrilha, citronela, citronela menor, erva cidreira européia, erva luísa, cidreira verdadeira, limonete, melitéia, melissa, melissa romana, melissa verdadeira, salva do brasil) Melissa officinalis, nome científico, é uma planta perene, da família da menta e da hortelã (Lamiaceae), nativa da Europa meridional. As folhas são maiores e mais claras que as da hortelã, libertam um aroma a limão, ovadas a romboidais ou oblongas e com a margem crenada. As suas flores são pequenas, de cor branca ou rosada e o seu odor atrai as abelhas.
Considerada o “Elixir da Vida”, contém propriedades terapêuticas revitalizantes, calmantes, antidepressivas, antivômitos, cicatrizante, carminativa (reduz os gazes intestinais), analgésica, antialérgicas. Atua eficazmente na insônia, melancolia, nervosismo, fadigas, cólicas menstruais, enxaquecas, celulite e dor de dentes. É tônica, relaxante, limpa e cicatriza a pele. Combate mau hálito e revigora, quando usada em banhos. Repele os insectos quando as suas folhas são esmagadas e esfregadas na pele.
È usada como aromatizante em sorvetes , chás quentes e frios e em combinação com outras ervas como a hortelã. A Erva-cidreira também é utilizada na culinária em pratos de peixe, fruta e em doces.
O ideal para preparar  chá é utilizar as folhas verdes, pois, as folhas secas não apresentam o mesmo efeito.
A época ideal para se plantar a erva-cidreira é de Setembro a Dezembro. 
Brown Eyes
Montanha